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Desde: 07/05/2004      Publicadas: 20      Atualização: 16/07/2004

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  16/05/2004
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ÉTICA VERSUS NECESSIDADES DE CONTROLE

Freqüentemente estamos sendo envolvidos pelo conflito gerado pela necessidade de suscitar perante os colegas da profissão, a justificativa das requisições de exames complementares e ou / procedimentos diversos ( necessidade questionada , em função da existência de normas de condutas éticas estabelecidas pelas resoluções dos Conselhos da Classe - que normatizam as atividades de auditoria médica).

ÉTICA VERSUS NECESSIDADES DE CONTROLE


Freqüentemente estamos sendo envolvidos pelo conflito gerado pela necessidade de suscitar perante os colegas da profissão, a justificativa das requisições de “exames complementares “ e ou / procedimentos diversos ( necessidade questionada , em função da existência de normas de “ condutas éticas” estabelecidas pelas resoluções dos Conselhos da Classe - que “normatizam” as atividades de auditoria médica).
Os Auditores , em suas atividades “não podem e não devem autorizar ou negarem procedimentos/exames’’ , sob pena de estarem infringindo a ética- interferência na autonomia implícita da atividade médica, na relação médico paciente!
Freqüentemente o contexto tem transcorrencia, no âmbito de grandes hospitais onde foram disponibilizadas as condições de atuação médica , sem restrições técnicas de quaisquer natureza.
São os shoppings centers de saúde ! São obedecidas “rotinas” de solicitações de exames, onde a crítica de razões não contempla nem mesmo a real necessidade de exames de baixa complexidades , diante de uma afecção sem nenhuma correlação clínica de causalidade. Aí estão sumários de urina , parasitológico de fezes, Hemogramas e RXs de Tórax de rotina diária, e até MAPA (MONITORIZAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL AMBULATORIAL) solicitados em freqüência certamente não justificadas em pacientes internados; exames , que mesmo em UTIs, raramente se acompanham de justificativas plausíveis.
Mas há colegas que tentam se justificar! Estas, somente se entendem dentro do campo da concepção de uma prática médica aliada à insegurança, cujas causas são inúmeras, mas com mais freqüência , lamentavelmente, se devem a uma medicina dissociada do bom senso- ao invés medicina baseada em evidencias, que conceitualmente , não empírica, por definição.
Mais criticáveis são fatos evidentes de que estas condutas estão, em muitas situações veladamente ou não, associadas aos critérios que alimentam a demanda de serviços da “ética de produtividade” do sistema mercantilista.
É de se ressaltar, porem, que muitos colegas estão alienados desta contextualidade , não se dispondo a refletirem sobre as conseqüências de tais condutas!
Tudo começa na sua formação curricular e se continua na área e nas condicionantes de atividades
profissionais.
Como estabelecer sistemas de controle técnico de demanda destas discrepância/distorções dentro de uma prática efetiva de resultados em tempo real? Como atuar dentro da ética prevista e estatuída, num emaranhado de conjunturas e interações de ordem mercantilista; dos direitos do consumidor, amparados em leitos jurídicos, nem sempre convincentes , mais impostos e utilizados como escudos de atuação médica, cada vez mais fortes e extensos?
  Autor:   Arnóbio Timóteo


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